Nos últimos anos, o setor de supermercados no Brasil vem refletindo as estratégias das empresas líderes do setor que envolvem grandes investimentos em expansão, internacionalização do capital, busca de maior participação no mercado, segmentação de formatos e expansão das áreas geográficas de atuação.
Paralelamente a essas políticas, as organizações líderes também vêm procurando maximizar a sua eficiência operacional e fidelizar o consumidor, ora oferecendo um formato de loja adequado e um atendimento diferenciado, ora agregando alguns serviços como entregas em domicílio e cartões para clientes preferenciais.
Com essas ações, as maiores empresas vêm avançando sobre os segmentos de mercado que, em geral, são atendidos por empresas de menor porte. Dessa forma, há necessidade destas empresas menores reagirem a essas ações a fim de permanecerem no mercado e sobreviverem. Sendo assim, este texto se propõe a apresentar alguns dos principais movimentos que vêm sendo realizados pelas empresas menores com este objetivo.
A Presença das Empresas Menores no Setor.
Não obstante a atuação cada vez maior das grandes empresas do setor de supermercados há que se destacar a importância das pequenas empresas varejistas para o atendimento das necessidades de compras da população brasileira. Nesse contexto, destacam-se as mercearias – onde se vendem gêneros alimentícios –, as quitandas que são pequenas mercearias, os mercados – lojas onde se vendem gêneros alimentícios e outras mercadorias – e os supermercados que são lojas de vizinhança localizadas em bairros e com área de vendas, em geral, superior a 350 m².
Esses últimos – os supermercados – trabalham com o conceito de auto-serviço, contemplando um mínimo de dois check-outs (saídas de caixa). Os produtos que comercializam são, especialmente, alimentos – nos setores de mercearias – como carnes, frios, laticínios e hortifrutigranjeiros, além de artigos de uso e consumo imediatos. Eles apresentam alto giro de suas mercadorias e baixa margem de lucro, mantendo seus preços competitivos.
No Brasil, conforme pesquisa de 2000 realizada pela ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), de 4.469 municípios em que foi realizada a pesquisa – que corresponde a 95% do poder de consumo do país – 1200 municípios não possuíam supermercados.
Dessa forma, pode-se afirmar que uma parcela expressiva do mercado ainda não é atendida pelos supermercados, dependendo de formatos de lojas ainda menores, como os anteriormente citados. O setor de supermercados, no Brasil, é composto por quase 19 mil empresas, e, de acordo com a ABRAS, as empresas com número médio de até 7 check-outs participam com 61,1% do total de lojas.
O Fortalecimento do Varejo Brasileiro.
No Brasil, o movimento de fortalecimento do varejo independente é significativo e tudo leva a crer que vai crescer ainda mais, somando várias iniciativas, pois as lojas de vizinhança estão conquistando a preferência do consumidor. Vários indicadores reforçam essa observação.
O setor atacadista / distribuidor que abastece o auto-serviço com até quatro check-outs – além de mercearias, bares e padarias – registrou 11% de crescimento real em 2002 e 12,17% no primeiro quadrimestre deste ano, segundo informa o Banco de Dados da ABAD – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores, por conta do aumento da demanda desse nicho de mercado não coberto pelas indústrias.
O Ranking da BRAS de 2003 – que ouviu cerca de 500 empresas de supermercados – constatou que os supermercados vêm investindo em lojas com área de vendas cada vez menores.
A preferência pelo supermercado de bairro ficou evidente em todas as categorias avaliadas pela ABRAS, mas o maior crescimento de participação de lojas no ranking ocorreu no segmento de até 250 m2. Na outra ponta, a participação de lojas com mais de 5 mil m2 sofreu pequena redução, de 0.7 ponto porcentual.
As lojas de vizinhança são o ponto-de-venda mais visitado pela maior parcela da população – a classe C – que tem um perfil de compras picadas e mais freqüentes, e não dispõe de carro (pelo menos metade dela).
Não é à toa que depois do boom dos hipermercados, os líderes Carrefour e Pão de Açúcar apontam agora sua mira para as lojas menores. Segundo fontes, a rede de origem francesa planeja abrir cerca de 100 lojas de pequeno e de médio porte no Estado de São Paulo. Já o Grupo Pão de Açúcar continuará investindo nas lojas de bandeira Barateiro, para ocupar a faixa do mercado de menor renda.
As lojas de vizinhança também vêm conquistando espaço pelas mãos da rede Econ, que iniciou as operações na Grande São Paulo em 2000, seguindo o conceito europeu de “hard discount”, e pretende fechar o ano de 2003 com 120 lojas e praticamente dobrar esse número até 2005.
A expansão de lojas de vizinhança deverá acirrar a concorrência no mercado varejista e, por esse motivo, iniciativas que fortaleçam o varejo independente, estimulando o seu desenvolvimento e a sua profissionalização, são cruciais para a sobrevivência desse segmento de mercado.
gV�si�����ndent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo2′>· Radical: significa desconsiderar todas as estruturas e procedimentos e inventar formas completamente novas de realizar o trabalho. É a reinvenção das empresas; não é a melhoria, aperfeiçoamento ou modificação.
- Drástica: a Reengenharia não diz respeito à melhorias marginais ou de pequenas quantidades, mas de saltos quânticos de desempenho. Dessa forma, melhorias drásticas requerem destruição do antigo e sua substituição por algo novo.
- Processos: é a palavra chave mais importante e também a que traz mais problemas, já que muitos homens de negócios não estão voltados para os processos e sim para as tarefas, serviços, pessoas ou estruturas.
A ênfase na Reengenharia é a melhoria radical dos processos em nível operacional, a maneira pela qual o trabalho é realmente realizado. Para esse autor, a Reengenharia “é uma ferramenta para ajudar as organizações a pensar diferente e é um método de se alinhar para o futuro”. Dessa forma, o que a Reengenharia tenta realizar – tornar as empresas mais eficazes – não é novo e os quatro (4) pressupostos que a diferenciam das demais estratégias de mudança organizacional são:
- Só poderá ocorrer uma mudança radical quando a antiga maneira de pensar (e operar) for destruída.
- Os resultados concretos devem aparecer rapidamente.
- A tecnologia da informação é um elemento chave em qualquer esforço de mudança organizacional.
- Qualquer mudança deverá afetar as partes de uma empresa; assim, um esforço de mudança deverá integrar as pessoas, as tecnologias, a estrutura e a filosofia gerencial
Portanto, pode-se deduzir que a Reengenharia contribui decisivamente para intensificar o Planejamento e o Controle dos prazos e dos custos de uma organização, conduzindo com mais rapidez os programas de qualidade.
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